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03/07/2013 - 13:45

O primeiro passo para implantação da Comissão Estadual do Pará para o Programa Brasileiro de Avaliação da Conformidade de Produtos Manufaturados com Matéria-Prima da Amazônia Brasileira (Programa Selo Amazônia), foi dado na quinta-feira, 27/6, durante reunião realizada no Parque de Ciência e Tecnologia Guamá (PCT Guamá), na Universidade Federal do Pará (UFPA).
 
Nesse evento, que teve ainda, em sua programação, uma oficina da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), foram definidos alguns produtos e áreas que são certificáveis, como a extração de óleos, o mogno, polpas de fruta, biojóias e piscicultura. Nas futuras reuniões, outros produtos e áreas poderão ser escolhidos.
O evento, que durou o dia inteiro, foi aberto pelo Instituto de Metrologia do Pará (Imetropará), Luiziel Guedes, que falou da importância do Selo Amazônico. "É de suma importância atestarmos produtos genuinamente amazônicos, principalmente agora que estão previstos grandes eventos internacionais em nosso país", disse, reforçando que o selo irá proteger os produtos da região.
 
Em seguida, o diretor-presidente do PCT Guamá, Antônio Jorge Abelém, fez uma rápida radiografia do parque, "um ambiente voltado para empresas e organismos de inovação e tecnologia". Abelém lembrou que, em breve, o Imetropará deve instalar no local um Centro de Acreditação e que as conversas nesse sentido estão bastante adiantadas.
 
Maria Teresa, do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), fez um breve histórico do Selo Amazônico, que foi idealizado pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) e hoje é coordenado pelo instituto. "A proposta do selo é de agregar valor aos produtos da região", disse.
 
Durante a tarde, foi realizada a oficina da ABNT, cujo objetivo foi de esclarecer os passos da normatização, processo que dura em média 18 meses. "Priorizamos a participação em massa da sociedade. A ideia é definir o mínimo exigido de um produto para que este tenha a qualidade adequada", falou Caroline Dias, da ABNT. "As discussões em torno do Selo Amazônico são sempre complexas por conta da grande quantidade de produtos que são certificáveis", complementou.
 
Além do Imetropará, que coordenará o Comitê Gestor do Selo Amazônico no Estado, participaram do evento órgãos delegados do Inmetro na Região Norte e no Mato Grosso; a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi), do Amazonas; Inmetro; ABNT; Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI); Ufopa; Setur; Emater; Sagri; Faepa; Ufra; UFPA; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
 
Foto: Raimundo Sena (Agência Pará)